Tuesday, September 4, 2012

TESTE: Landscape Predator 125H e SPDT 112



Sinopse 
A série Predator é uma franquia de sucesso nas telas de cinema! Quem não se lembra do primeiro estrelado por Arnold Schwarzenegger em 1987 – que teve um custo de 18 milhões e rendeu só na gringolândia, 60 milhões! Pois é, a primeira versão é antológica e a minha favorita. A segunda versão é ótima, mas nem tanto impactante. E hoje em dia, Aliens e Predators estão dividindo o mesmo roteiro, tela e “entreveros”! Aproveitando essa “vibe”, a Landscape Audio, empresa domiciliada na cidade de Lençois Paulista, no interior do Estado de São Paulo – produz amplificadores com essa mesma terminologia: Predator! Neste teste, enquadrei o cabeçote PDT125 e a caixa SPDT 112. Este sistema halfstack possui um enredo bastante promissor em termos de timbres e um roteiro adaptado para os guitarristas que procuram por um equipamento funcional com preço competitivo! 

Ficha Técnica
- Pré-amplificação com dois canais: limpo e saturado, selecionáveis por chave no painel frontal, indicação luminosa da seleção e controlador de chão (acompanha o produto).
- Potência do cabeçote de 125 W.
- Elenco de controles: entrada, botão drive, ajuste level, controles de tonalidades (graves, médios e agudos), potenciômetro de nível de reverb, ajuste master e chave liga/desliga.
- O cabeçote mede: 505 mm de largura, 175 mm de altura e profundidade de 260 mm. E pesa 7,5kg - A caixa mede: 505 mm de largura, 485 mm de altura e profundidade de 295 mm. E pesa aproximadamente 12 Kg.
- Ambos os gabinetes são concebidos em MDF. - O falante de 12 polegadas tem potência de 100 watts e impedância de 8 ohms.
- Alimentação Bivolt.
 Em Ação 
O equipamento é bem simples em termos de manipulação. Alguns cuidados fundamentais: não ligue o aparelho antes de conectar o cabo paralelo do cabeçote para a(s) caixa(s). São dois conectores que possibilitam a conexão de até duas caixas. A maioria dos amplificadores portáteis acoplam os falantes no mesmo gabinete. No caso deste Predator, a conexão é feita via cabo e certifique se que as vias estão devidamente plugadas! Os controles de ganho e volume (level) se referem ao canal sujo. A equalização é compartilhada pelos dois canais. E não ocorreram diferenças significativas em termos de ajustes. É perfeitamente possível encontrar regulagens em comum para os dois canais. Por uma questão pessoal, minimizei os agudos e optei na ênfase nos graves e médios. O nível do ruído do aparelho é baixíssimo e acompanha o equipamento: manual do usuário, cabo de força, cabo de caixa, controlador de chão e garantia do usuário.
 Soundtrack 
O canal limpo do equipamento é cristalino e doce. O captador da ponte da guitarra LP ESP de bobina dupla mas splitado, simulando um single coil – desovou timbres cortantes, porém sem soarem demasiadamente estrindentes. O captador do braço ofereceu um fotograma sonoro bastante sugestivo para tocar fraseados de blues, jazz a rock clássico (vide vídeo)!
 Já com os humbuckers, o timbre é mais adocicado - as sonoridades são menos pontudas. A textura médio/grave é encorpada e parruda. O reverb acoplado ao aparelho proporciona ambiências profundas e perceptíveis com boa projeção de volume. Deixei a regulagem do reverb um pouco exagerada no vídeo para que pudessem avaliar melhor. O canal sujo é mutante! É possível compor um “storyboard” que vai do crunch ao drive mais “nervoso”. Acordes soaram com boa definição no timbre levemente saturado ao timbre sujo de alto ganho. O timbre CRUNCH (vide vídeo) é muito legal.

Já fui indagado algumas vezes a respeito – “se o amp em questão é valvulado”. Não, é um equipamento transistorizado! Mas perfeitamente perceptível os vestígios de maciez que sugerem o calor de válvulas. Em termos de sensibilidade dinâmica, esse aparelho é um dos melhores que já toquei. Utilizando o ajuste de saturação no “talo”, a distorção do próprio aparelho é bastante macia e excelente para tocar hard rock e metal tradicional! Mas não espere uma distorção para tocar metal extremo. Neste caso, use um pedal de drive para “empurrar” ganho e saturação. A caixa com um único falante teve uma resposta sonora bastante surpreendente para tocar sons pesados. Experimentei duas caixas e a resolução sonora melhora muito em termos de graves e médios. Conectei uma caixa 4 x 12” e com volume exacerbado, o resultado me agradou bastante. É uma opção interessante para quem quer mais pressão sonora e consequentemente, mais potência de som! Mas não espere graves parrudos e médios congestionados. A empresa em breve, deverá trazer algo de maior porte em termos de amplificação!
 Epílogo 
A linhagem Predator produzida pela Landscape é versátil e musical. Quer um sistema de amplificação com timbres honestos? Este cabeçote PDT 125H é excelente para obter sonoridades clássicas, tanto limpas adocicadas como sujas e musculosas. Quer um equipamento com visual matador? O figurino do equipamento apresenta acabamento estiloso e impecável. Quer uma boa relação de custo e benefício? Sim, o preço é bom e quando testar na loja...difícil será se desvencilhar dele, sem comprá-lo! E quem assistiu a versão moderna de predadores de 2010? Além da surpresa do rendimento de 450 milhões de dólares em bilheteria, o protagonista escolhido para a versão foi o talentoso, porém magérrimo Adrien Brody – sim, o ator que ganhou o Oscar pelo filme “O Pianista”.

2 comments:

  1. Boa noite, Henry. Minha dúvida é a seguinte...
    Me interessei no combo da linha "Predator", só que a princípio só poderei adquirir o cabeçote e posteriormente o gabinete.

    Minha dúvida: comprando apenas o cabeçote, eu consigo fazer um som de qualidade, para ensaios ou até para palco?!

    Pretendo comprar o gabinete uns 2 meses depois por questões $$$$...

    Abrç

    ReplyDelete