Oi galera,
Quanto tempo! Este blog não parece abandonado? Sim, ele está!
A princípio, criei este blog com intuito da experimentação. Queria visualizar como ficariam as matérias técnicas redigidas por mim.
Explico: numa conversa informal com algumas pessoas do mercado musical, me foi sugerido a elaboração de artigos sobre equipamentos e matérias relacionadas ao business musical.
Num primeiro momento, não havia definição sobre o destino do material.
Imaginei que oportunamente, os textos seriam aproveitados de alguma maneira. Mas não rolou.
Tenho outro blog – o primeiro que criei e misturava assuntos técnicos relacionados ao meu trabalho (luthieria, equipamentos, consultorias, etc) e minha vida pessoal. Mas o fato de ter um blog adicional, eu poderia abordar a questão técnica em separado. Isso me pareceu mais legal, mais sensato. Outro fato importante: estou afastado das revistas especializadas desde 2005. Achei que o blog me daria oportunidade de voltar a exercer o hábito da redação.
Não perdi muito tempo e comecei redigindo os artigos e postei-os aqui no blog. A aceitação do material foi ótima.
A matéria referente ao assunto: Endorsement – Patrocínio está sendo publicada na revista Up Gospel. Bem legal!
Bom, citei acima meu afastamento das revistas e não é que acabei voltando e me tornei colunista da revista Cover Guitarra.
Detalhes no link: http://henryho777.blogspot.com/2009/10/cover-guitarra.html
Ou seja, meu tempo já escasso, vai ficar mais raro ainda. Resolvi interromper e terminar este blog. As questões técnicas serão direcionadas para a revista e o que não puder ser aproveitado, postarei no meu blog oficial. Os tópicos aqui relacionados também serão encaminhados para lá.
Como o fator “tempo” passa a ser relevante. Prefiro “otimizar” tudo no blog oficial (fazendo alguns ajustes) e abrindo mão deste – mesmo com excelente aceitação por parte de quem acessa.
Os testes de equipamentos poderão ser acessados nas versões física e digital da Cover Guitarra.
www.canaldomusico.com.br
Artigos sobre business, basta acessar meu blog oficial:
www.henryho777.blogspot.com
Agradeço a atenção dos que acessam e prestigiam. Agradeço as pessoas que me estimularam a criar este blog – quem sabe, um dia, compartilharemos um trabalho. Aos parceiros da escola e meus parceiros, ainda estou descontente com o termo “parceria”, mas não tive tempo para repensar esse conceito. Num momento oportuno, postarei algo a respeito.
O blog fica no ar por mais um tempinho...depois tirarei do ar.
valeus!
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
quinta-feira, 18 de junho de 2009
teste Ernie Ball Coated Slinky

Já faz um tempo razoável que muitas empresas desenvolveram encordoamentos do tipo duráveis com tecnologias futuristas. Sempre estranhei o fato da Ernie Ball perder a largada e perfilar no bloco dos retardatários. Mas um pit-stop oportuno, trouxe-os de novo para perto da zona de classificação. A Ernie Ball finalmente desenvolveu encordoamentos duradouros denominados de Coated.
Testei um encordoamento Ernie Ball Coated Slinky .010
Medidas da corda mais fina para a corda mais grossa:
.010; .013; .017; .026; .036 e .046
O novo processo de fabricação das cordas Coated adotado pela Ernie Ball é inovador. Todas as cordas mais grossas estão revestidas com uma micro camada de titânio que a reforça e garante durabilidade – aproximadamente cindo vezes mais que uma corda comum. Já as cordas lisas recebem um “banho” de blindagem anti ferrugem coberta também por uma fina camada de titânio.
Ou seja, o revestimento de titânio minimiza a possibilidade do rompimento das cordas. Além da durabilidade física e mecânica, o encordoamento apresenta excelente afinação, textura de toque macia e timbre inigualável.
A Coated Slinky veio embalada com um invólucro que lembra muito um drink energético ou parece embalagem de "rango" de astronauta. As cordas estavam embaladas uma a uma em envelopes de papel reciclado também anticorrosivos.
Testei um encordoamento Ernie Ball Coated Slinky .010
Medidas da corda mais fina para a corda mais grossa:
.010; .013; .017; .026; .036 e .046
O novo processo de fabricação das cordas Coated adotado pela Ernie Ball é inovador. Todas as cordas mais grossas estão revestidas com uma micro camada de titânio que a reforça e garante durabilidade – aproximadamente cindo vezes mais que uma corda comum. Já as cordas lisas recebem um “banho” de blindagem anti ferrugem coberta também por uma fina camada de titânio.
Ou seja, o revestimento de titânio minimiza a possibilidade do rompimento das cordas. Além da durabilidade física e mecânica, o encordoamento apresenta excelente afinação, textura de toque macia e timbre inigualável.
A Coated Slinky veio embalada com um invólucro que lembra muito um drink energético ou parece embalagem de "rango" de astronauta. As cordas estavam embaladas uma a uma em envelopes de papel reciclado também anticorrosivos.
Testei a Slinky Coated na minha Telecaster sunburst. Utilizei um jogo com calibre .010 do tipo tradicional, ideal para guitarristas que possuem uma pegada mais forte.
A sensação inicial é extremamente boa. Inicialmente, ajustamos a afinação e executamos a regulagem das oitavas na ponte. Quando as cordas ajudam, todo o processo é muito rápido. A entonação nas casas agudas ficou perfeita. Uma coisa que me incomoda é o brilho excessivo das cordas no início. Neste caso, o encordoamento está no ponto ideal. Basta apenas, forçar um pouco cada corda tocando ou esticando as mesmas para estabilizar a afinação.
Com relação aos timbres, o encordoamento produziu sonoridades abertas com bastante ataque e definição harmônica. Os bordões são vigorosos e as cordas finas apresentam nuances afiadas, cortantes e com boa sustentação.
De todos os encordoamentos do tipo “longa vida” que testei, a Slinky Coated ganha no quesito timbre. Aliás, o melhor timbre de agudos e os graves mais encorpados.
Como se trata de um produto de longa duração, a relação de custo e benefício é muito boa. Em termos de durabilidade, estou utilizando o encordoamento por um bom tempo e limpando as cordas com um pano seco. O brilho continua intacto, tanto em termos visuais como o timbre. Muitas empresas largaram na pole position produzindo encordoamentos longa vida com diversos tipos de tecnologia e artifícios. Duas empresas renomadas utilizaram o processo de resfriamento extremo com criogênio para rebaixamento da matéria-prima (Martin, Dean Markley) e outros fabricantes utilizaram camadas hiper finas de teflon como revestimento das cordas (Elixir e D´addario). De maneira geral, a Ernie Ball demorou mas trouxe algo realmente inovador.
A sensação inicial é extremamente boa. Inicialmente, ajustamos a afinação e executamos a regulagem das oitavas na ponte. Quando as cordas ajudam, todo o processo é muito rápido. A entonação nas casas agudas ficou perfeita. Uma coisa que me incomoda é o brilho excessivo das cordas no início. Neste caso, o encordoamento está no ponto ideal. Basta apenas, forçar um pouco cada corda tocando ou esticando as mesmas para estabilizar a afinação.
Com relação aos timbres, o encordoamento produziu sonoridades abertas com bastante ataque e definição harmônica. Os bordões são vigorosos e as cordas finas apresentam nuances afiadas, cortantes e com boa sustentação.
De todos os encordoamentos do tipo “longa vida” que testei, a Slinky Coated ganha no quesito timbre. Aliás, o melhor timbre de agudos e os graves mais encorpados.
Como se trata de um produto de longa duração, a relação de custo e benefício é muito boa. Em termos de durabilidade, estou utilizando o encordoamento por um bom tempo e limpando as cordas com um pano seco. O brilho continua intacto, tanto em termos visuais como o timbre. Muitas empresas largaram na pole position produzindo encordoamentos longa vida com diversos tipos de tecnologia e artifícios. Duas empresas renomadas utilizaram o processo de resfriamento extremo com criogênio para rebaixamento da matéria-prima (Martin, Dean Markley) e outros fabricantes utilizaram camadas hiper finas de teflon como revestimento das cordas (Elixir e D´addario). De maneira geral, a Ernie Ball demorou mas trouxe algo realmente inovador.
A Royal Music (representante da Ernie Ball no Brasil) em parceria com a B&H Escola de Luthieria, idealizaram a promoção PIT STOP nas principais lojas de instrumentos musicais.
O consumidor compra o novo encordoamento Ernie Ball Coated e ganha uma regulagem básica e a colocação das cordas gratuitamente.
O consumidor compra o novo encordoamento Ernie Ball Coated e ganha uma regulagem básica e a colocação das cordas gratuitamente.
Veja mais em:
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Patrocínios e Endorsement, reações negativas em relação ao texto anterior.
Depois que postei a matéria sobre patrocínios e endorsement, algumas reações negativas me forçam a fazer um adendo.
Não estou criando regras nem sugerindo que as empresas utilizem o texto como um manual de procedimentos. Se o texto será referência para as mesmas empresas? Sinceramente não sei.
Se escrevi o texto com segundas intenções??? Quais??? Odeio responder uma pergunta com outra pergunta, mas forçosamente reitero: quais???
O perfil da matéria é apenas informação e direcionar os interessados no assunto para o blog. Assim eu não tenho que ficar repetindo as coisas, pq como já expliquei - recebo muitos emails de dúvidas, solicitações, reclamações e questionamentos. E tem a galera que me procura pessoalmente para conversar sobre isso. Atendo a todos na medida do possível, mas a leitura do texto me ajuda bastante.
Não é meu texto que vai decidir ou ser decisivo. Não é meu texto que será parâmetro. Não é meu texto que será o regulamento. Não é meu texto que passará percebido por todos ou desapercebido por ninguém.
Sim, o texto representa em 101% o que penso a respeito do assunto...senão não o teria escrito...
Poutzzz, e teve uns dois que me perguntaram isso...
Sim, recebi mensagens legais e positivas. Tanto de empresas, músicos e profissinais do ramo musical. Pra galera que continua não entendendo: leiam novamente e reflitam.
grande abrax!
Não estou criando regras nem sugerindo que as empresas utilizem o texto como um manual de procedimentos. Se o texto será referência para as mesmas empresas? Sinceramente não sei.
Se escrevi o texto com segundas intenções??? Quais??? Odeio responder uma pergunta com outra pergunta, mas forçosamente reitero: quais???
O perfil da matéria é apenas informação e direcionar os interessados no assunto para o blog. Assim eu não tenho que ficar repetindo as coisas, pq como já expliquei - recebo muitos emails de dúvidas, solicitações, reclamações e questionamentos. E tem a galera que me procura pessoalmente para conversar sobre isso. Atendo a todos na medida do possível, mas a leitura do texto me ajuda bastante.
Não é meu texto que vai decidir ou ser decisivo. Não é meu texto que será parâmetro. Não é meu texto que será o regulamento. Não é meu texto que passará percebido por todos ou desapercebido por ninguém.
Sim, o texto representa em 101% o que penso a respeito do assunto...senão não o teria escrito...
Poutzzz, e teve uns dois que me perguntaram isso...
Sim, recebi mensagens legais e positivas. Tanto de empresas, músicos e profissinais do ramo musical. Pra galera que continua não entendendo: leiam novamente e reflitam.
grande abrax!
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Endorsement - Patrocínio
Oi galera,
Vou deixar um pouco de lado a questão técnica e falar um pouco sobre business. Tenho recebido muitos emails a respeito de endorsement (patrocínios) – motivo pela qual resolvi abordar esse tema.
Atuei muitos anos no mercado musical do Japão trabalhando com artistas domésticos de todos os escalões e com artistas estrangeiros como: Grahan Coxon ( ex-Blur), Gatemouth Brown, Cardigans, Kiko Loureiro, Craig Goldy (DIO), Murphy´s Law, Lenny Kravitz e outros.
Ou seja, meu referencial é baseado no meu cotidiano passado na terra do sol nascente.

Grahan Coxon, ex-guitarrista do Blur. Fechou conosco no Japão com guitarras, violões e um polpudo cachê com contrato de 2 anos.

Eu e Kiko Loureiro no Japão, fotos promocionais para revistas. Kiko foi patrocinado durante quase 4 anos pela Kurosawa através do meu intermédio. Atualmente, Kiko é endorser da Tagima (Brasil) e ESP (Japão). A guitarra de alumínio que o Kiko segura é um modelo exclusivo que também foi entregue para Eric Clapton, Rafael Bittencourt, Lenny Kravitz e alguns guitarristas japoneses.
Vou deixar um pouco de lado a questão técnica e falar um pouco sobre business. Tenho recebido muitos emails a respeito de endorsement (patrocínios) – motivo pela qual resolvi abordar esse tema.
Atuei muitos anos no mercado musical do Japão trabalhando com artistas domésticos de todos os escalões e com artistas estrangeiros como: Grahan Coxon ( ex-Blur), Gatemouth Brown, Cardigans, Kiko Loureiro, Craig Goldy (DIO), Murphy´s Law, Lenny Kravitz e outros.
Ou seja, meu referencial é baseado no meu cotidiano passado na terra do sol nascente.
Lenny Kravitz, patrocinado pela Gibson e Fender, recebe uma gorda verba de ambas as gigamarcas. Não rolou endosso mas conseguimos colocar nossas guitarras em seu rack de instrumentos. Ele as utilizou nos shows do Japão e as vendas aumentaram...
Em termos de Brasil, o mercado evoluiu bastante, mas ainda carece de uma abordagem mais profissional. Recebo muitos emails com pedidos de patrocínio, emails reclamando de empresas, emails questionando patrocínios de terceiros, emails pedindo dicas de como obter, emails “questionativos” sobre os meus patrocínios e emails com dúvidas diversas.
O termo endorsement significa endosso. No mercado musical é a transferência de equipamentos (do fabricante para o músico) mediante condições pré-estabelecidas com a utilização da imagem do artista. Logicamente que o mercado apresenta diversos perfis de empresas e diversos escalões de artistas. Para cada segmento ou escalão, as condições de patrocínio são diferenciadas. O endorsement deve beneficiar ambas as partes sem detrimento para nenhum dos envolvidos. Não existe no mercado uma legislação oficial que determine regras ou procedimentos. As próprias empresas definem cada qual, uma política com relação ao patrocínio. E essa “tal” política não é necessariamente de domínio público. Ou seja, a empresa se reserva no direito de ser soberana com relação ao pleiteante do patrocínio.
As empresas priorizam os artistas renomados e músicos do primeiro escalão. Além da cessão de equipamentos, os referidos também poderão receber cotas por exibição (direito de uso imagem), percentual em vendas, cachê, bônus e cotas referentes ao merchandise. Os contratos são mais duradouros e as multas de rescisão são altas.
Nos escalões inferiores, as condições serão singelas e os contratos de médio e curto prazo. Na maioria das vezes, o fabricante ou representante fornecem o equipamento e o artista autoriza o uso de imagem. O músico participa de uma quantidade de eventos pré-agendados e as cláusulas contratuais são mais flexíveis.
Em determinados casos, a empresa disponibiliza os equipamentos mediante valores de custo especiais. Ou seja, o equipamento não é cedido – mas comercializado com desconto.
Cada empresa possui uma política própria e um escalão interno com categorização definida.
As empresas priorizam os artistas renomados e músicos do primeiro escalão. Além da cessão de equipamentos, os referidos também poderão receber cotas por exibição (direito de uso imagem), percentual em vendas, cachê, bônus e cotas referentes ao merchandise. Os contratos são mais duradouros e as multas de rescisão são altas.
Nos escalões inferiores, as condições serão singelas e os contratos de médio e curto prazo. Na maioria das vezes, o fabricante ou representante fornecem o equipamento e o artista autoriza o uso de imagem. O músico participa de uma quantidade de eventos pré-agendados e as cláusulas contratuais são mais flexíveis.
Em determinados casos, a empresa disponibiliza os equipamentos mediante valores de custo especiais. Ou seja, o equipamento não é cedido – mas comercializado com desconto.
Cada empresa possui uma política própria e um escalão interno com categorização definida.
Craig Goldy, guitarrista da banda de Ronnie James Dio. Patrocinado pela Yamaha japonesa por meu intermédio. Recebeu guitarras Yamaha Pacifica e amplificadores Marshalls (a Yamaha representa a Marshall no Japão).
· Quem pode ser patrocinado?
Não existe regra, mas é imprescindível estar atuante no mercado. Seja músico, artista ou técnico, é importante estar na ativa.
Músicos consagrados ou músicos que agregam fatores históricos também serão considerados ativos, mesmo fora de cena.
Profissionais formadores de opinião são visados pelas empresas, por motivos óbvios.
As empresas evitam o dizer “não”. Muitas evitam até mesmo responder. Obviamente é o “não” em modo silencioso.
No caso de “talvez”, lembrem que isso pode significar um “não” a curto prazo, ou um “sim” a longo prazo. Mas a preocupação em responder mostra o comprometimento da empresa com o pleiteante.
· Novatos podem ser patrocinados?
Não, é uma possibilidade remota. Um novato iniciante não tem chance. Mas um novato iniciado com bom potencial poderá ser contratado para um trabalho de longo prazo. Mas são casos raros.
Quilometragem é um fator primordial. Experiência idem.
· Músicos e artistas desconhecidos?
Hoje em dia com as possibilidades oferecidas pelo mundo virtual, o conceito de “desconhecido” é discutível.
Mas existem artistas diferenciados na questão da divulgação.
O patrocínio é uma ferramenta auxiliar para o artista se tornar popular, mas as empresas geralmente selecionam artistas conhecidos. Não queira ser patrocinado apenas para ser famoso ou conhecido. É um típico jargão, uma inversão de valores.
Dica: um portfólio bem estruturado faz muita diferença numa primeira impressão. Aliás, neste ramo – não existe uma segunda chance para uma má primeira impressão.
· Virtuosismo Musical
Virtuosismo técnico não é garantia de contratação. Assim como um músico virtuose pode não ser um bom professor, um virtuose pode não ser a ferramenta adequada para o marketing de uma empresa.
· Questão Técnica
As empresas preferem profissionais comprometidos com a questão técnica. Músicos e artistas que conheçam equipamentos ou que valorizem o desenvolvimento de produtos. A questão técnica aproxima o músico do fabricante. Não precisa ser um expert, nem ser E=MC² em equipamentos. Não queira ser patrocinado apenas para ter sua imagem na mídia. Não utilize equipamentos que não confie. A mentira tem perna curta.
· Questionamentos
Não questione se determinado artista merece ou mereceu patrocínio. Minha caixa postal vive lotada de depoimentos indignados de músicos contra músicos. Não é ético nem saudável entrar no mérito ou demérito destas questões.
O patrocínio não envolve somente a qualidade técnica musical, o estilo musical, a localidade de atuação do músico ou os fatores de expressividade do artista.
Use o tempo em prol da arte. E aproveite para estender sua rede de amizades buscando contato com os referidos músicos que considera como oponentes. Desta forma, é possível agregar conceitos e descobrir minúcias que poderão fazer diferença numa possível negociação. Detalhes que o “tal” concorrente soube utilizar em prol dele mesmo.
· Não ganho equipamento, mas poderei comprar mais barato!
Recebo emails com essa questão e muitos músicos se sentem ofendidos ou indignados quando as empresas respondem e oferecem produtos com bons descontos de preços. Todos querem ganhar equipamentos sem custo. Mas não há nada de errado quando as empresas oferecerem inicialmente uma boa condição de compra.
Um equipamento ou produto apresenta embutidos custos como: materiais, mão de obra e tributos diversos. Esse mesmo produto é fisicamente inserido num estoque e virtualmente incluído num sistema operacional. Os tramites burocráticos para a liberação do produto não são simples e são passíveis de mais taxas e impostos.
Lembre que as empresas organizadas possuem uma previsão orçamentária. Digo previsão porque em tempos de crise, essa verba poderá ser destinada para outros setores ou objetivos considerados prioritários. Desta forma, uma boa condição de compra ou um desconto, é ainda um “ meio-termo” atraente que futuramente poderá ser um fator de migração para uma relação profissional que deseja o postulante ao patrocínio.
· Pós conquista
Manter o patrocínio é mais difícil que conquistá-lo. “Vestir a camisa” num cotidiano pré-estabelecido é a expectativa de qualquer empresa com relação ao patrocinado. É necessário cumprir pontualmente com as agendas, eventos, exposições e compromissos profissionais.
O patrocinado tem que ser parte do time e participar no desenvolvimento de produtos. É importante acreditar na empresa e nos produtos. Profissionais que buscam o patrocínio apenas por prestígio e projeção como necessidade básica, são logo identificáveis e taxados de “mercenários”. O constante fluxo de artistas de empresa para outra, é um bom exemplo da falta de estrutura e carência de ética profissional do mercado.
E falando de ética, provavelmente é o componente principal que deveria ser base consistente de qualquer tipo de relacionamento entre músicos e empresas.
Com relação aos patrocinados, questões como fidelidade, integridade e comprometimento, são competências desejadas pelas empresas.
Por parte das empresas, é desejável uma convivência ética entre as mesmas. Abordar e tentar seduzir o “cast” de outra é no mínimo execrável.
Vivenciei situações desta natureza no Japão. Na época, os músicos recebiam bônus e quantias consideráveis. O fator financeiro era decisivo para a migração de artistas de uma empresa para outra. Eram tempos de generosidade e o mercado fonográfico estava a pleno vapor. Músicos e artistas do primeiro escalão movimentaram cifrões maiúsculos sem se preocupar com a ética e o futuro.
Os escalões intermediários seguiram a mesma cartilha e o mercado vulgarizou de maneira geral. Pior, o futuro chegou e trouxe a crise financeira e o advento tecnológico catalisou a crise no mercado fonográfico.
No Japão, Europa e na gringolândia, o endorsement precisou voltar aos primórdios. A escassez da verba e o desaparecimento das condições de outrora deixaram o mercado musical mais exclusivo e seletivo. Motivo pela qual, no mercado exterior também é comum encontrarmos sempre as mesmas “figuras carimbadas” - os mesmo artistas em abundância na mídia. Ou seja, não somente no Brasil, o mundo afora também bate na mesma tecla.
A competitividade aumenta e proporcionalmente, a discussão pela ética também.
Aqui, o panorama é desanimador. Não temos histórico de longa data porque nosso mercado é relativamente novo. Pegamos o bonde andando com regras pouco definidas. E pouquíssimas empresas que adotaram uma política coerente e organizada, são vítimas de outras empresas pseudoéticas.
Mas business é isso. Ser “No Non Sense” é ser diferenciado e ético.
Não existe regra, mas é imprescindível estar atuante no mercado. Seja músico, artista ou técnico, é importante estar na ativa.
Músicos consagrados ou músicos que agregam fatores históricos também serão considerados ativos, mesmo fora de cena.
Profissionais formadores de opinião são visados pelas empresas, por motivos óbvios.
As empresas evitam o dizer “não”. Muitas evitam até mesmo responder. Obviamente é o “não” em modo silencioso.
No caso de “talvez”, lembrem que isso pode significar um “não” a curto prazo, ou um “sim” a longo prazo. Mas a preocupação em responder mostra o comprometimento da empresa com o pleiteante.
· Novatos podem ser patrocinados?
Não, é uma possibilidade remota. Um novato iniciante não tem chance. Mas um novato iniciado com bom potencial poderá ser contratado para um trabalho de longo prazo. Mas são casos raros.
Quilometragem é um fator primordial. Experiência idem.
· Músicos e artistas desconhecidos?
Hoje em dia com as possibilidades oferecidas pelo mundo virtual, o conceito de “desconhecido” é discutível.
Mas existem artistas diferenciados na questão da divulgação.
O patrocínio é uma ferramenta auxiliar para o artista se tornar popular, mas as empresas geralmente selecionam artistas conhecidos. Não queira ser patrocinado apenas para ser famoso ou conhecido. É um típico jargão, uma inversão de valores.
Dica: um portfólio bem estruturado faz muita diferença numa primeira impressão. Aliás, neste ramo – não existe uma segunda chance para uma má primeira impressão.
· Virtuosismo Musical
Virtuosismo técnico não é garantia de contratação. Assim como um músico virtuose pode não ser um bom professor, um virtuose pode não ser a ferramenta adequada para o marketing de uma empresa.
· Questão Técnica
As empresas preferem profissionais comprometidos com a questão técnica. Músicos e artistas que conheçam equipamentos ou que valorizem o desenvolvimento de produtos. A questão técnica aproxima o músico do fabricante. Não precisa ser um expert, nem ser E=MC² em equipamentos. Não queira ser patrocinado apenas para ter sua imagem na mídia. Não utilize equipamentos que não confie. A mentira tem perna curta.
· Questionamentos
Não questione se determinado artista merece ou mereceu patrocínio. Minha caixa postal vive lotada de depoimentos indignados de músicos contra músicos. Não é ético nem saudável entrar no mérito ou demérito destas questões.
O patrocínio não envolve somente a qualidade técnica musical, o estilo musical, a localidade de atuação do músico ou os fatores de expressividade do artista.
Use o tempo em prol da arte. E aproveite para estender sua rede de amizades buscando contato com os referidos músicos que considera como oponentes. Desta forma, é possível agregar conceitos e descobrir minúcias que poderão fazer diferença numa possível negociação. Detalhes que o “tal” concorrente soube utilizar em prol dele mesmo.
· Não ganho equipamento, mas poderei comprar mais barato!
Recebo emails com essa questão e muitos músicos se sentem ofendidos ou indignados quando as empresas respondem e oferecem produtos com bons descontos de preços. Todos querem ganhar equipamentos sem custo. Mas não há nada de errado quando as empresas oferecerem inicialmente uma boa condição de compra.
Um equipamento ou produto apresenta embutidos custos como: materiais, mão de obra e tributos diversos. Esse mesmo produto é fisicamente inserido num estoque e virtualmente incluído num sistema operacional. Os tramites burocráticos para a liberação do produto não são simples e são passíveis de mais taxas e impostos.
Lembre que as empresas organizadas possuem uma previsão orçamentária. Digo previsão porque em tempos de crise, essa verba poderá ser destinada para outros setores ou objetivos considerados prioritários. Desta forma, uma boa condição de compra ou um desconto, é ainda um “ meio-termo” atraente que futuramente poderá ser um fator de migração para uma relação profissional que deseja o postulante ao patrocínio.
· Pós conquista
Manter o patrocínio é mais difícil que conquistá-lo. “Vestir a camisa” num cotidiano pré-estabelecido é a expectativa de qualquer empresa com relação ao patrocinado. É necessário cumprir pontualmente com as agendas, eventos, exposições e compromissos profissionais.
O patrocinado tem que ser parte do time e participar no desenvolvimento de produtos. É importante acreditar na empresa e nos produtos. Profissionais que buscam o patrocínio apenas por prestígio e projeção como necessidade básica, são logo identificáveis e taxados de “mercenários”. O constante fluxo de artistas de empresa para outra, é um bom exemplo da falta de estrutura e carência de ética profissional do mercado.
E falando de ética, provavelmente é o componente principal que deveria ser base consistente de qualquer tipo de relacionamento entre músicos e empresas.
Com relação aos patrocinados, questões como fidelidade, integridade e comprometimento, são competências desejadas pelas empresas.
Por parte das empresas, é desejável uma convivência ética entre as mesmas. Abordar e tentar seduzir o “cast” de outra é no mínimo execrável.
Vivenciei situações desta natureza no Japão. Na época, os músicos recebiam bônus e quantias consideráveis. O fator financeiro era decisivo para a migração de artistas de uma empresa para outra. Eram tempos de generosidade e o mercado fonográfico estava a pleno vapor. Músicos e artistas do primeiro escalão movimentaram cifrões maiúsculos sem se preocupar com a ética e o futuro.
Os escalões intermediários seguiram a mesma cartilha e o mercado vulgarizou de maneira geral. Pior, o futuro chegou e trouxe a crise financeira e o advento tecnológico catalisou a crise no mercado fonográfico.
No Japão, Europa e na gringolândia, o endorsement precisou voltar aos primórdios. A escassez da verba e o desaparecimento das condições de outrora deixaram o mercado musical mais exclusivo e seletivo. Motivo pela qual, no mercado exterior também é comum encontrarmos sempre as mesmas “figuras carimbadas” - os mesmo artistas em abundância na mídia. Ou seja, não somente no Brasil, o mundo afora também bate na mesma tecla.
A competitividade aumenta e proporcionalmente, a discussão pela ética também.
Aqui, o panorama é desanimador. Não temos histórico de longa data porque nosso mercado é relativamente novo. Pegamos o bonde andando com regras pouco definidas. E pouquíssimas empresas que adotaram uma política coerente e organizada, são vítimas de outras empresas pseudoéticas.
Mas business é isso. Ser “No Non Sense” é ser diferenciado e ético.

Grahan Coxon, ex-guitarrista do Blur. Fechou conosco no Japão com guitarras, violões e um polpudo cachê com contrato de 2 anos.
Clarence Gatemouth Brown - não sei se ele vendeu a alma ao "demo" em alguma encruzilhada no Mississipi...mas com a gente ele só quis ganhar umas 2 guitarras e posou para várias fotos. Nem olhou para o contrato que assinou, nem leu o contrato de liberação de uso de imagem...Apesar de sóbrio, ele não estava nem ai com nada...

Eu e Kiko Loureiro no Japão, fotos promocionais para revistas. Kiko foi patrocinado durante quase 4 anos pela Kurosawa através do meu intermédio. Atualmente, Kiko é endorser da Tagima (Brasil) e ESP (Japão). A guitarra de alumínio que o Kiko segura é um modelo exclusivo que também foi entregue para Eric Clapton, Rafael Bittencourt, Lenny Kravitz e alguns guitarristas japoneses.
Mathias " IA" Eklundh, o "guitar freak" mais insano do planeta.
Mathias é endorser das guitarras Caparison (Japão), amplificadores Laney e novo endorser dos cabos Santo Angelo do Brasil.
website: http://www.freakguitar.com/
Quanto as muitas pessoas que me questionaram a respeito dos meus patrocínios, gostaria de dizer que estou 25 anos no mercado. Tempo maior que a idade da maioria de vocês que me escrevem ou me procuram.
Na próxima postagem, voltaremos para as questões técnicas.
Um grande abrax a todos!
Um grande abrax a todos!
fotos:
Lenny: Henry Ho
Craig Goldy: Melissa
Grahan: Henry Ho
Gatemouth: Shigechan
Henry e Kiko: uncle Suzuki
Mathias "IA": divulgação
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Cabos - construção e especificações técnicas
Oi galera,

Valeu pela paciência e expectativa.
Falar de cabos não é fácil. Apesar de ser um equipamento aparentemente simples, envolve uma série de aspectos técnicos e fundamentos teóricos exaustivos de explicar.
De qualquer forma, tentarei seguir o caminho da simplicidade, sem adstringência ou esfolação de massa cerebral. Então, para definir o que são cabos, vamos também optar por conceitos simplórios:
Os cabos são responsáveis pela transmissão e integração de sinal entre os instrumentos musicais, microfones e outros equipamentos de áudio e imagem.
Cabos são condutores de sinal denominados também de linha de transmissão de frequências.
Vamos a figura de um simples cabo:

1- Núcleo condutor de cobre em malha ou núcleo mono-sólido
2- Material dielétrico isolante
2- Material dielétrico isolante
3- Blindagem de malha trançada
4- Capa protetora
O núcleo condutor central (1) é o sinal positivo do circuito (ou do cabo). O material mais comum é o cobre (em malha com vários segmentos ou cobre sólido em único segmento).
O cobre é material de alta condutibilidade elétrica e térmica. Adotado como material padrão (norma IACS), com baixo índice de oxidação.
A utilização do cobre OFHC (oxigen free high thermal conductivity - cobre de alta condutibilidade isento de oxigênio) é altamente recomendada em cabos de aplicação musical.
O método de obtenção do cobre OFHC é atraves de fusão, desoxidação dos catodos do cobre por eletrólise e fundida posteriormente em baixas temperaturas.
Complicado?
Pois é, o mais importante é que este processo fornece uma liga de até 99,9% de cobre eletrolitico de alta performance na condução do sinal, sem perdas em altas frequências.
Além do cobre comum, o cobre OFHC, destacamos o cobre banhado a prata.
No quesito bitola (espessura) ou seção transversal do condutor central, muitos acreditam que quanto mais parrudo - melhor a resposta nas frequências baixas. Ou seja, graves em profusão.
Eu prefiro dizer que o cabo direcionado para guitarras e contrabaixos trabalha em conjunto com o captador e a fonte sonora. A geração de picos de ressonância e atenuações são causadas pela trilogia: captador, cabos e amplificação.
O material denominado dielétrico (2) é aquela "capinha interna" que garante o isolamento do condutor central. A escolha da materia-prima adequada garante alta resistência para o fluxo de corrente elétrica, alta performance térmica ao calor elevado, viscosidade robusta para evitar danos físicos e mais capacidade de bloquear a oxidação do condutor central. Materiais mais comuns: polipropileno e polietileno.
O dielétrico é responsável por características elétricas: capacitância, impedância, velocidade de propagação de sinal e atenuação de sinal.
Oppsss...aproveitando a deixa, vamos lá então com 4 conceitos aplicados aos cabos:
Capacitância em cabos se refere a quantidade de energia elétrica armazenada ou a capacidade de armazenamento de energia. Dependendo dessa capacidade, ocorre interferência na qualidade do sinal. Num cabo de baixa capacitância, o sinal é mais redondo e orgânico. Ou seja, menos energia ficou retida nos cabos. Já com cabo de alta capacitância, ocorre maior armazenamento de energia, liberando sinal com perda em altas frequências e com prejuízo na intensidade de som.
Pois é, para os que conhecem um pouco...seria como traçar um paralelo entre os capacitores e cabos. Ambos apresentam placas + e - que separam os condutores.
Visualizar o interior do cabo e imaginar os materiais condutores como placas. Tal qual as placas de um capacitor. Quer se aprofundar mais? Olha esse link: http://www.df.ufscar.br/Capacitancia.pdf
Um cabo curto tem tendência a ter menos capacitância, mas não é regra única ou rígida. Dependemos de outros elementos, inclusive da qualidade e funcionalidade dos conectores.
Um cabo muito longo deverá ter mais capacitância que um similar mais curto.
A capacitância é um fator de relevancia a ser destacada nos cabos.
Impedância é a dificuldade de fluxo do sinal. É o conceito global que envolve resistência, capacitância e indutância combinados entre sí, otimizados em um valor.
Sempre tratamos a questão da impedância como um casamento entre os cabos e os envolvidos (captadores, periféricos e amplificadores). Motivo pela qual existem diferenças na relação de impedância entre cabos de instrumentos musicais e cabos de microfones. Isso também se estende as variantes como nas fontes sonoras como amplificadores de instrumentos, mixers, mesas de som e captadores.
Para entender a impedância, é necessário entender a cadeia de sinal no contexto global.
Resistência é a oposição da passagem de corrente elétrica atraves de um material. É a transformação da energia de fluxo elétrico em calor, quando existe uma diferença de potencial aplicada. Vamos conferir 3 regras importantes:
- A resistência de um condutor é maior quanto maior o próprio comprimento.
- A resistência de um condutor é maior quanto mais fino o próprio condutor.
- A resistência de um condutor depende do material de sua manufatura.
- A resistência de um condutor é maior quanto mais fino o próprio condutor.
- A resistência de um condutor depende do material de sua manufatura.
No que se refere aos cabos, quando o valor resistivo é menor, o timbre é considerado mais orgânico. Mas não praticamos a medição da resistência dos condutores manualmente. Apenas observamos essas especificações fornecidas pelo fabricante e efetuamos um comparativo.
Indutância é a relação do fluxo magnético e a corrente que a produz. No cabo, existe um campo magnético entre os condutores no espaço que os separa. É a relação entre o fluxo que atravessa esse espaço separativo dos condutores e a corrente produzida.
Veja o link: http://www.santoangelo.com.br/news/infotec/007/
Veja o link: http://www.santoangelo.com.br/news/infotec/007/
A blindagem do cabo (3) é importante para minimizar ou eliminar interferências e estática. O mais comum são as blindagens de malha trançada. A malha poderá conter um aditivo antioxidativo que prolonga a vida útil da blindagem. Muitos cabos possuem uma camada de material condutivo entre a malha e o dielétrico isolante que "reforça" o escudo antiestático, principalmente oriundo de sistemas de iluminação. Num palco por exemplo, o cabeamento de aúdio e cabeamento de luz não devem interagir, mas sempre estarão suscetíveis em interferir mutualmente.
Quanto a capa externa (4), o material mais utilizado é o PVC. Algumas características:
isolante térmico, isolante elétrico, baixo peso, resistente a ação de fatores externos, reciclável e maleável. Alguns fabricantes utilizam uma capa sobreposta ao PVC de cobertura textil.
Em resumo, a qualidade de sinal depende da construção do cabo, dos materiais empregados, da qualidade dos conectores, das soldagens internas e de muitos fatores abordados aqui.
Não tente entender alguns fundamentos teóricos sem o acompanhamento de um bom livro de teoria (seja de física, eletrônica e elétrica). Todos os conceitos aqui abordados são estudados individualmente e depois interagidos mutuamente.
Fazer um cabo parece simples, mas não é...Exige conhecimento de causa, profissionalismo e sábia manipulação de materiais e muita pesquisa.
Na próxima postagem, vamos direto para aplicações práticas: escolher os cabos para cada evento, dicas de utilização e dicas de conservação.
quarta-feira, 4 de março de 2009
Conectores P-10
Conectores do tipo P-10 são elementos importantes na composição de um cabo condutor destinado a interligação entre equipamentos musicais. Bons conectores garantem um sinal sonoro de excelente performance e alta fidelidade de timbre.

Conectores do tipo P-10 também são conhecidos como "1/4" phone plugs" ou plug TS ( e plug TRS quando é estéreo).
Já vivenciei situações que alguns profissionais do ramo de sonorização se referem ao conector P-10 como "plug banana". O referido é denominado desta forma porque é utilizado para cabos de interligação entre as potências amplificadas e as caixas acústicas.
Na verdade, a terminologia mais simples é a mais eficaz: plug para cabo de guitarra.
Critérios de escolha
Pesquise antes de comprar. A maioria dos fabricantes confiáveis disponibilizam catálogos impressos e informações virtuais com todas as especificações técnicas. Desconfie dos conectores de baixo custo que visualmente são similares as marcas renomadas.
Conectores são utilizados em atividades domésticas, gravações de estúdio e apresentações ao vivo. Imagine um cabo simples com conectores de baixo custo. Ele funciona normalmente em sua residência. Mas não é um cabo confiável para uma apresentação ao vivo ou num workshop.
Nas lojas de instrumentos musicais, cansei de presenciar consumidores testando instrumentos de cordas com cabos ruins. Seria correto supor que justamente nesses locais, a escolha dos cabos de interligação deve ser criteriosa para oferecer melhor performance dos equipamentos testados.
O custo é um fator preponderante. Mas nada adianta investir num acessório de baixo custo com pouco tempo de benefício.
Se optar em montar conectores ao cabo, procure ajuda de um profissional gabaritado. Em breve, darei dicas para montagem de cabos de maneira correta.
O mercado oferece uma variedade suculenta de cabos montados. Escolha e monte o set-up de acordo com sua rotina musical. Nada de cabos longos para estudar em casa ou gravar em estúdio.
Construção Física
É importante que os conectores estejam dimensionados no padrão. O diâmetro do conector P-10 é de 1/4 de polegadas (6,3mm).
Veja bem - a conversão de 1/4 de polegadas fornece a medida em 6,3 milímetros. Não utilize conectores com 6mm ou 6,5 mm de diâmetro, classificados como fora de padrão. Em situações críticas, a diferença de medida, por menor que seja - danifica o equipamento.
Quanto ao comprimento (da base até a ponta), aconselho de 30,5 mm a 31 mm.
Com relação a capa da base (que abriga as soldagens e os terminais), escolho peças robustas e resistentes ao impacto.
Uma dica: tenha sempre um jack fêmea avulso de boa qualidade para checar a conexão do plugue P-10.
Com relação ao material do plugue, minha preferência são os de liga metálica de cobre e zinco (latão) niquelados ou com banho eventual de ouro no segmento superior (sinal positivo). Já testei plugues com composição em alta porcentagem de prata com excelente resposta, porém com custo muito alto.
Um detalhes que faz a diferença são os terminais internos que recebem a solda. A maneira que os mesmos estão isolados entre si, o material isolante e a qualidade do material do terminal em termos de aderência da solda.
Info sobre conectores:
http://www.santoangelo.com.br/news/infotec/004/

Arquitetura
Plugues retos são maioria. Para quem utiliza board de efeitos e pedaleiras, aconselho a utilização do plugue no formato "L" para conexão. A maioria das pedaleiras oferece pouco espaço físico entre as unidades. O plugue L é indicado para pouco espaço de interligação entre os efeitos.
Costumo montar o cabo de interligação instrumento/pedalboard ou amp/pedalboard com conectores diferentes:
Guitarra/Pedalboard
- conector reto para o jack do instrumento
- conector L para pedalboard
Amp/pedalboard
- conector reto para jack do amp
- conector L para pedalboard
Mantenha sempre os plugues do tipo reto na direção da guitarra ou amp e os conectores do tipo L em direção a pedaleira.
Para os que utilizam Patchbay no rack de efeitos, recomendo apenas a utilização de plugues retos.

Alguns conectores P-10 possuem sistema de travamento de sinal. Estes são eficientes em apresentações ao vivo, mas é importante verificar se o sistema está funcionando bem.
Checar os conectores, verificar os terminais internos e as soldas é importante. Existem aparelhos medidores de sinal específicos para cabos, mas um simples multímetro poderá auxiliá-lo.
Cuidado ao enrolar os cabos. Enrole com voltas grandes e procure não torcer o cabo.
Evite impacto nos conectores, nem force a entrada ou saída dos mesmos nos jacks de conexão.

Limpeza
Importante frisar que os conectores devem estar sempre limpos.
Utilizo um produto chamado Zippo que é um fluído para isqueiro a base de destilado de petróleo (nafta) que também é volátil. Passe inicialmente num pano seco e limpe os conectores somente na parte metálica. Existem outras marcas de fluídos de isqueiros com preço mais competitivo.
Logo depois de limpar o conector, lubrifique o mesmo com uma gota de óleo de máquina.
Trabalhando na estrada com bandas e artistas, utilizo um produto de limpeza destinado a manutenção de instrumentos de sopro. É um líquido limpador e outro lubrificante. Evite líquidos muito abrasivos e spray do tipo WD.
Depois da limpeza e lubrificação, costumo "encapar" os plugues com canudos de refrigerante. Pode parecer exagero. Mas na estrada com apresentações constantes e uso pesado dos equipamentos, esses detalhes fazem diferença.
Cabos referentes ao set up pessoal, guardo-os em envelopes plásticos com lacre. Retiro o ar do invólucro com auxílio de um aspirador de pó e lacro.
Reposição
É importante manter um equipamento reserva e acessórios avulsos para qualquer tipo de emergência. Reserve sempre uma verba para conectores avulsos ou cabos reservas condizentes com a qualidade do equipamento titular. Na estrada, na correria do show, a reposição do equipamento deficiente deve ser rápida e indolor.


Conectores do tipo P-10 também são conhecidos como "1/4" phone plugs" ou plug TS ( e plug TRS quando é estéreo).
Já vivenciei situações que alguns profissionais do ramo de sonorização se referem ao conector P-10 como "plug banana". O referido é denominado desta forma porque é utilizado para cabos de interligação entre as potências amplificadas e as caixas acústicas.
Na verdade, a terminologia mais simples é a mais eficaz: plug para cabo de guitarra.
Critérios de escolha
Pesquise antes de comprar. A maioria dos fabricantes confiáveis disponibilizam catálogos impressos e informações virtuais com todas as especificações técnicas. Desconfie dos conectores de baixo custo que visualmente são similares as marcas renomadas.
Conectores são utilizados em atividades domésticas, gravações de estúdio e apresentações ao vivo. Imagine um cabo simples com conectores de baixo custo. Ele funciona normalmente em sua residência. Mas não é um cabo confiável para uma apresentação ao vivo ou num workshop.
Nas lojas de instrumentos musicais, cansei de presenciar consumidores testando instrumentos de cordas com cabos ruins. Seria correto supor que justamente nesses locais, a escolha dos cabos de interligação deve ser criteriosa para oferecer melhor performance dos equipamentos testados.
O custo é um fator preponderante. Mas nada adianta investir num acessório de baixo custo com pouco tempo de benefício.
Se optar em montar conectores ao cabo, procure ajuda de um profissional gabaritado. Em breve, darei dicas para montagem de cabos de maneira correta.
O mercado oferece uma variedade suculenta de cabos montados. Escolha e monte o set-up de acordo com sua rotina musical. Nada de cabos longos para estudar em casa ou gravar em estúdio.
Construção Física
É importante que os conectores estejam dimensionados no padrão. O diâmetro do conector P-10 é de 1/4 de polegadas (6,3mm).
Veja bem - a conversão de 1/4 de polegadas fornece a medida em 6,3 milímetros. Não utilize conectores com 6mm ou 6,5 mm de diâmetro, classificados como fora de padrão. Em situações críticas, a diferença de medida, por menor que seja - danifica o equipamento.
Quanto ao comprimento (da base até a ponta), aconselho de 30,5 mm a 31 mm.
Com relação a capa da base (que abriga as soldagens e os terminais), escolho peças robustas e resistentes ao impacto.
Uma dica: tenha sempre um jack fêmea avulso de boa qualidade para checar a conexão do plugue P-10.
Com relação ao material do plugue, minha preferência são os de liga metálica de cobre e zinco (latão) niquelados ou com banho eventual de ouro no segmento superior (sinal positivo). Já testei plugues com composição em alta porcentagem de prata com excelente resposta, porém com custo muito alto.
Um detalhes que faz a diferença são os terminais internos que recebem a solda. A maneira que os mesmos estão isolados entre si, o material isolante e a qualidade do material do terminal em termos de aderência da solda.
Info sobre conectores:
http://www.santoangelo.com.br/news/infotec/004/

Arquitetura
Plugues retos são maioria. Para quem utiliza board de efeitos e pedaleiras, aconselho a utilização do plugue no formato "L" para conexão. A maioria das pedaleiras oferece pouco espaço físico entre as unidades. O plugue L é indicado para pouco espaço de interligação entre os efeitos.
Costumo montar o cabo de interligação instrumento/pedalboard ou amp/pedalboard com conectores diferentes:
Guitarra/Pedalboard
- conector reto para o jack do instrumento
- conector L para pedalboard
Amp/pedalboard
- conector reto para jack do amp
- conector L para pedalboard
Mantenha sempre os plugues do tipo reto na direção da guitarra ou amp e os conectores do tipo L em direção a pedaleira.
Para os que utilizam Patchbay no rack de efeitos, recomendo apenas a utilização de plugues retos.
Alguns conectores P-10 possuem sistema de travamento de sinal. Estes são eficientes em apresentações ao vivo, mas é importante verificar se o sistema está funcionando bem.
Checar os conectores, verificar os terminais internos e as soldas é importante. Existem aparelhos medidores de sinal específicos para cabos, mas um simples multímetro poderá auxiliá-lo.
Cuidado ao enrolar os cabos. Enrole com voltas grandes e procure não torcer o cabo.
Evite impacto nos conectores, nem force a entrada ou saída dos mesmos nos jacks de conexão.

Limpeza
Importante frisar que os conectores devem estar sempre limpos.
Utilizo um produto chamado Zippo que é um fluído para isqueiro a base de destilado de petróleo (nafta) que também é volátil. Passe inicialmente num pano seco e limpe os conectores somente na parte metálica. Existem outras marcas de fluídos de isqueiros com preço mais competitivo.
Logo depois de limpar o conector, lubrifique o mesmo com uma gota de óleo de máquina.
Trabalhando na estrada com bandas e artistas, utilizo um produto de limpeza destinado a manutenção de instrumentos de sopro. É um líquido limpador e outro lubrificante. Evite líquidos muito abrasivos e spray do tipo WD.
Depois da limpeza e lubrificação, costumo "encapar" os plugues com canudos de refrigerante. Pode parecer exagero. Mas na estrada com apresentações constantes e uso pesado dos equipamentos, esses detalhes fazem diferença.
Cabos referentes ao set up pessoal, guardo-os em envelopes plásticos com lacre. Retiro o ar do invólucro com auxílio de um aspirador de pó e lacro.
Reposição
É importante manter um equipamento reserva e acessórios avulsos para qualquer tipo de emergência. Reserve sempre uma verba para conectores avulsos ou cabos reservas condizentes com a qualidade do equipamento titular. Na estrada, na correria do show, a reposição do equipamento deficiente deve ser rápida e indolor.

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